quinta-feira, 21 de junho de 2012

"Direito reprodutivo" vira tema na Rio+20

A Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável realizada pela ONU desvia-se de sua real pretensão e discute temas como o direito reprodutivo. Será que é realmente uma “escorregada” do sentido real da conferência, ou o direito ao aborto para o qual lutam os grupos feministas nesta conferência faz parte de um certo desenvolvimento sustentável?
Esperava-se que e a “Economia Verde” fosse o tema central das discussões que estão em pauta na Conferência da Rio + 20, mas o que se viu de fato foi uma leva de outros temas que fugiram da proposta central, uma economia sustentável.
Mais recentemente entrou no pré-texto redigido pelo Itamaraty, que se incumbiu de elaborar o texto que será discutido entre os chefes de estado, o tema do direito reprodutivo, o que pode gerar uma dupla interpretação sobre o real sentido desse tema ter entrado nas discussões sobre o Desenvolvimento sustentável.
A primeira interpretação é a que nos remete ao sentido próprio e básico da Rio + 20, será que as discussões sobre como tornar o desenvolvimento sustentável está esvaziada de real intenção ou falta mesmo  interesse dos chefes de estado que apareceram por aqui?
A segunda interpretação possível para a entrada do tema na Rio+20, se considerarmos que exista uma coerência real nas pretensões da Conferência, teremos também que considerar que longe da luta ideológica de muitos movimentos feministas que lutam pela descriminalização do aborto, o sentido real do tema ter entrada no texto do “Desenvolvimento sustentável” é o de realmente manter a taxa de natalidade mundial de forma que possa atender a um crescimento sustentável. Por tanto, dessa forma, manter sobre uma determinada meta pré-definida a taxa de natalidade mundial.
Ora, se formos ser reflexivos em nossos pensamentos e ideias, que defendemos direta ou indiretamente, perceberemos que não dá para enquadrar o tema do aborto em “justiça social” ou “combate a pobreza” e muito menos em desenvolvimento sustentável, aqui parece haver um pensamento de planejamento familiar retardativo, ou seja, não o de prevenção já praticado mundialmente através de um planejamento das famílias, mas sim um meio para que esse planejamento seja executado, mesmo após a consumação de uma pequenina vida.
Com efeito, se a segunda interpretação for a correta estamos diante uma batalha, à favor e contra a vida, sem sensacionalismos ou clichês, aqueles que defendem a vida precisam se unir, porque  aqueles que defendem a morte, mascarada de “direito reprodutivo” estão unidos. A mulher, quando aceita de livre e espontânea vontade fazer a prática sexual, somente nesse caso, já é possuidora de seu direito, ela escolheu assumir um risco, o da gravidez. E hoje, ao menos no Brasil, o pai é obrigado por lei a assumir e ajudar a manter a criança, sob pena de cadeia, digamos de passagem uma lei que funciona como nenhuma outra.
A mulher já possui o direito ao seu próprio corpo, a sociedade não obriga nem uma mulher se reproduzir, apenas a cumprir a reprodução dada inicio por essa mulher. Não vamos combater a pobreza e nem mesmo promover a justiça social defendendo o aborto (“direitos reprodutivos”), mas caso aceitarmos isso, estaremos defendendo um verdadeiro e silencioso genocídio.


" Percebi que todos aqueles que são a favor do aborto já nasceram" 
Ronald Reagan

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por contribuir com o site!